21 de out. de 2009

Poesia Vista





Jacques-Louis David

20 de out. de 2009

Oh, Can´t anybody see?

Bem, para quem já conhecia a famosa animação do Tim Burton : Vincent (1982) aqui vai uma versão com o cover que o My Dying Bride fez do Portishead: "Roads" é melancólica o suficiente para ter me feito chorar ao ver este vídeo pela primeira vez.
Apreciem.




Postado por Red Zeita.

Eyes...



Vemos o que podemos ou o que queremos?

Postado por Red Zeita

7 de out. de 2009

Me Deram Uma Maçã Para Lembrar a Morte


O Fim do Mundo
João Cabral de Melo Neto

No fim de um mundo melancólico
os homens lêem jornais.
Homens indiferentes a comer laranjas
que ardem como o sol.

Me deram uma maçã para lembrar
a morte. Sei que cidades telegrafam
pedindo querosene. O véu que olhei voar
caiu no deserto.

O poema final ninguém escreverá
desse mundo particular de doze horas.
Em vez de juízo final a mim me preocupa
o sonho final.

Poesia Vista





Então ouvi a terceira Criatura:"Venha" e apareceu um cavalo baio,o nome do cavaleiro era Morte e o inferno o seguia de perto.

Um Brilho Intenso, Eu Quero um Beijo


Lisbela
Trio Forrozão

Eu quero a sina de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar

Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte, eu quero a sorte
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão

Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar

Ser o primeiro, ser o rei, eu quero um sonho
Moça donzela, mulher,dama, ilusão
Na minha vida tudo vira brincadeira
A matinê verdadeira, domingo e televisão

Eu quero um beijo de cinema americano
Fechar os olhos, fugir do perigo
Matar bandido, prender ladrão
A minha vida vai virar novela

Eu quero amor eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão

Buscas... (História de Eterno Vermelho: Parte 4)


Eu busco seu corpo todo dia que acordo, seus olhos apesar de fechados, continuam acordados, você dorme como a mais bela das princesas, você respira meus sorrisos, você preenche minhas noites de calor, você dorme tão silenciosa... Meu corpo agarrado no teu, o cheiro dos seus cabelos, seu corpo todo no meu...Você dorme tão silenciosa... Aperto você contra o eu, para ter certeza que você me quer tão perto quanto eu a quero tão perto. Eu sou um poeta que de doenças não vive mais, vive do vermelho vivo e sangrento dos seus cabelos, do branco limpo e belo da sua pele, do gosto doce e quente da sua boca. Vivo de você... A mulher que eu procurei por versos já perdidos, que busquei nas estrofes de poesias alheias, nas páginas de livros espalhados pelo meu quarto. A mulher que completa as poesias, que torna viva cada linha, que preenche cada verso, que pinga de cada uma das estrofes, que transborda de cada palavra amorosa, doce... Você é tão doce... Eu sou tão nada, cantando palavras a lua dourada, falando de amor para as paredes, escrevendo em palavras erradas tudo aquilo que grita dentro da minha cabeça. Só tenho textos e poesias pra te dar, armadas de palavras rasamente fundas, simplesmente suas, palavras minhas, mas suas, só tenho palavras pra lhe cantar, histórias pra contar, sinais para ditar e sonhos para sonhar, só isso posso te dar... Busco os jardins onde florescem as árvores com as suas palavras, eu busco seus olhos, sua boca, suas poesias, seus sorrisos.

Eu busco me encontrar em você e te encontrar em mim, sempre assim, que seja sempre assim.