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21 de nov. de 2010

tirei Meu Nome do Mundo


Servo
Alexandre Ferreira

Tirei meu nome do mundo
Joguei-o num precipicio profundo.
Não quero que leiam minha biografia,
Que relembrem uma fotografia.

Quero o abismo materno,
De abraço eterno
E escuridão total.
Quero o mal
E de tudo o que nele reside
Quero o Final.

Agora que se foi,
Meu nome já não tenho.
Sou eu e não menos,
O Final e não menos.

18 de set. de 2010

mais Lembranças Do(A) que Realidade


Musas
Alexandre Ferreira & Kuosan

Nada de você restou em mim,
Até o batom de seus beijos já se foi.
Sumiu o cheiro daquele seu perfume
E o espelho já desaprendeu seu rosto.

Esse quarto não conhece mais seu nome,
Caiu-lhe a sua metade da tinta.
Envelheceram aqueles versos de amor
E hoje já não passam de poesia de amigo.

E mesmo que eu sinta uma pequena saudade
Sozinho sigo , não quero mais nada,
Tudo o que vem dele, um dia se vai...
Pelo menos sei que tive uma amada
E só assim as musas são perfeitas,
Mais lembranças do que realidade.

27 de ago. de 2010

Olhos fundos de sono mal dormido


Despertador
Alexandre Ferreira (AlxSeth)

Dorme ao som do relógio,
Eterno companheiro de cama.
Dorme ao som do próprio peito,
Calmaria em tempos de guerra.

Acorda atrasado, afobado,
O recado ao seu lado é um beijo de adeus.
A luz não entra em seu espaço,
Ainda é noite, e a batalha faz o sangue correr cedo.

Ouve os pássaros cantarem ao longe,
Mas esse som é atropelado pelos carros.
Vida desenvolvida que conquistou a natureza.

Luta o dia inteiro contra um inimigo conhecido.
Olha-se no espelho e lá está ele,
Olhos fundos de sono mal dormido.
Preocupação estampada por um beijo que já se foi...

Sai da batalha sujo com seu próprio sangue.
O banho não lhe conforta ou lhe cura.
A vida corrida faz doer as pernas.
Pega o relógio, e seus olhos se fecham...

Os olhos se abrem atrasados.
Hoje...
Não existe mais recado ou beijo de adeus...
Vai para o trabalho, rotina mais importante
Que o fim de sua vida de casado.

2 de jun. de 2010

Sonhos brancos, Vestidos com Asas



Verdade a Mão
Alexandre Ferreira (AlxSeth)

Cores enegrecem o meu quadro
Cheio de montanhas e buracos
Chuva fina que cai na estrada
Sonhos brancos, vestidos com asas

Mão de sangue, amor de mãe
Serenata cantante, palavra de dor

Gritos obscuros no quarto claro
Poesia suja com palavras belas
Batalhões de guerra armados com rosas
Sonhos negros, vestidos com asas

Mão de mãe, amor de sangue
Serenata de dor, palavra cantante

São apenas quadros
Munidos de fatos que ninguém entende
São apenas fatos
Mentidos em quadros que ninguém viu

São apenas sonhos
De alguém acordado
É apenas a insônia
De alguém que está sonhando

Mãe de sangue, mão de amor
Palavras na serenata, cantadas com dor

É apenas o que é
É apenas o que sou
É o que somos.

26 de mai. de 2010

...

Me fiz de morto pra ver passar a vida
Escondi-me no fundo do poço esperando a água secar
Corri descalço pelas ruas, sentindo o sangue me lavando
E fui me levando, pro lugar onde sempre quis estar
Longe de tudo, dono do nada.

5 de mai. de 2010

Tantas Lembranças neste Céu


Estrada Para o Paraíso
Alexandre Ferreira (AlxSeth)

As vezes penso em me deitar na grama
Olhar pro céu e contar as estrelas
Penso na mulher que me ama
e no quanto de mim ela têm

A noite tem o cheiro do perfume
Que ela banhava o corpo nu
Tantas lembranças neste céu
Que cobriu envergonhado
Nossos corpos em mel

Já me cai uma lágrima do olho
De lembrar do passado magoo
a memória boa que ela me deixou
Como nosso amor, ninguém amou

E foram tantas armadilhas
que a vida vadia nos pregou
e o tempo apagou todas as luas
descobriu nossas vergonhas
Como nós, ninguém amou
Foi essa verdade que ficou...


Voltando a escrever (pessimamente) depois de um tempo sem. Sim, ficou horrivel

30 de mar. de 2010

Fontes Forjadas


Realidade em F
Alexandre Ferreira

Fui ferir-te
Fazendo-a Feliz
Finados Favores
Feridas Febris

Fracos Fomos
Fizeram-nos Fortes
Foi-se, Fim
Faça, Fim

Facas Fincadas
Fontes Forjadas
Festas Fechadas
Fatos Falados

Finda-se Feliz
Favor Final
Feridas Febris
Ficam, Fim

15 de mar. de 2010

Me Tranco Aqui, me Farto


Fuga
Alexandre Ferreira (AlxSeth)

Quero fugir desse mundo,
Ir sozinho e mudo
Viver meus sonhos n'outro lugar.
Morrer de tanto amar,
Beber das flores e me banhar no mar.

Fujo dessa história mal contada,
Das horas que continuam paradas,
Da Multidão que luta armada.
Fujo por essa velha estrada
Tão solitária, sincera e gentil,
De encontro ao meu lugar infantil.

Mas tudo não passa de ilusão,
Vivo nesse incrivel mundo cão
Secandos os olhos com a mão.

Mais uma vez acordo de um sonho.
Pinto as paredes do quarto,
Me tranco aqui, me farto
Da minha realidade solitária!
Minha realidade sonhada!
Abro a porta, tudo que é nele, não é aqui fora...
E tudo se fôra.

6 de mar. de 2010

cai nAs Mentiras Que Me Deste


Sobre Fins (Decepção: parte 1)
Alexandre Ferreira

Se conheceres um dia a verdade
Manda-lhe um beijo de saudade
Pois com tudo que fizeste
Desacreditado em tudo estou

Coração enganado pela maldade
Acreditei na tal feliz eternidade
Cai nas mentiras que me deste
Agora nessa via escura eu vou

Creditei minhas crenças em igualdade
Quisera poder encontrar felicidade
Avisei-lhe sobre a dor, me negaste
Resta apenas o medo que ficou

Se conheceres um dia a saudade
Viva essa única verdade
Se um dia realmente me amaste
Sofra pelas mentiras que me doou

Se conheceres um dia a felicidade
Diga-lhe que tenho vontade
De toca-la em seu manto celeste
E ter a cura para um coração que chorou.

23 de fev. de 2010

e de Seus Pedaços Gritam Escassos


Um Poema Feliz e Rasgado
Alexandre Ferreira

Eu escrevi um poema feliz
E dentro dele há um sorriso guardado
Cheio de dentes brancos e puros
Inundado de risos e sonhos

Por escrever um poema alegre
Recebi felicitações até das palavras
Minhas amigas de bebida e lágrimas
Tão surpresas ficaram... que choraram

É um poema feliz e de grandes alegrias
Palavras destinadas a quem faz chorar
A quem em poema feliz não acredita
Poema feliz e renegado... Rasgado
Poema rasgado

Era um poema feliz
E de seus pedaços gritam escassos
Meus pedaços de amor....

5 de fev. de 2010

O Tempo Mata e O Tempo Morre


Tempo de Vida
Alexandre Ferreira (AlxSeth)

Profetizando o que me resta de vida,
Vivo sonhando acordado felicidades que não virão,
Trabalho a mente pra esquecer do corpo morto pelo chão,
Pra esquecer do coração errado que me construiram.
Sigo... O caminho da desesperançosa esperança
Contraditórios sentimentos, contraditória existência.

Cicatriz espalhada pelo peito, tatuagem eterna da dor
Pintura que representa as batalhas ganhas, ou as perdidas?
Dúvidas nascem a cada célula morta, mais próximo do fim,
Mais próximo de começar o desespero.
Medo de ser esquecido, de esquecer, de perder o que vivi
Medo de perder o pouco que lutei pra conquistar.

Movido pelo medo sigo movendo as pernas cansadas,
Indo da vida morta para a morta vida
Indo pra onde eu sempre temi ir, viagem sem fim.
Quando volta quem vai sem viver?

Se me parassem de morrer os minutos
Eu tentaria resgatar as horas,
Essas que passam e levam juntos os dias
Os meses, os anos... O Tempo não me espera viver.
O Tempo mata
O Tempo morre.

2 de fev. de 2010

Quanto Uma prisão de Pedra me Permite


Foi-se (Tudo)
Alexandre Ferreira (AlxSeth)

Foi-se o tempo em que sorria,
O sol deu seu lugar para o choro
E agora só se faz apodrecer.
Molhar o corpo de chuva e lágrimas,
Agora só se faz o que não deveria ser feito.

Tentei levar normalmente,
Sorrir de forma convincente.
Só sei mentir...
Como o perfume de um velho frasco,
Como o sorriso de um novo palhaço.

A história morre a cada página virada
Engolindo falhas e desejos irrealizáveis.
Aceito o destino de que tudo vai cair.
Se me ouvisse como ouve a canção do rádio,
Mudaria eu as honras destas horas.

Foi-se o tempo em que queria,
O sol deu seu lugar às lágrimas
E agora só se faz molhar.
Apodrecer o corpo de sorrisos,
Agora não se faz o que deveria ser feito.

Vivendo a vida tão livre, tão viva
Quanto uma prisão de pedra me permite.
Fecho os olhos pra sonhar que ainda existe,
Esperança por detrás deste muro de olhares.
Tenho tempo pra sonhar todos os sonhos.
(Só sonhos...)

Foi-se o tempo,
Foi-se o vento,
Foi-se o sonho,
Foi-se...
(Até o que não deveria ter ido).

12 de jan. de 2010

O Poeta Deixa de ver A Salvação


Descarga
Alexandre Ferreira

De nada vale lutar por amor
O amor é tão sorrateiro quanto o ódio.
Opostos mais que juntos,
Assim são amor e ódio.

De nada vale dedicar-se
Enebriar-se, se entregar
De nada vale o amor ou a paixão
Tudo acaba em nada.

Quando o sol se põe
mudam-se as cores do céu
O poeta deixa de ver a salvação
E se esconde no mais escuro dos cantos

A única certeza que ele sempre leva
É aquela marcada no peito
Noite e dia, chuva e sol
Ele é o único que não se abandonará
Com... Certeza...

11 de dez. de 2009

Só.

.
Alexandre Ferreira

Eu vejo partes de mim, espalhadas pelo chão.
partes puras, cruas, escuras, semi-nuas
envoltas pela poesia que escorre do seu corpo...

28 de nov. de 2009

O Peito que criava vida, Morre


A-Guardo
Alexandre Ferreira

Todos os risos se fecham agora
O ar que formava palavras silencia
O peito que criava vida, morre

Só me resta à quietude da terra
Movendo-se sobre minha caixa
Agora preso, penso, perdôo
Levo votos de saúde
Ligo meus pêsames ao chão

Tento fazer com que seja calmo
Os olhos já não vêem o dia claro

Livre dos medos, anseios, vontades
Indigno do céu, dono da podridão
Vivi
E foi pouco demais pra viver... Apreender

14 de nov. de 2009

você Mal sabe quem Sou


Aquilo Mudado Guardado
Alexandre Ferreira


Aceitei pintar novamente o sol
Fazer as nuvens pararem de chorar
Migrar a tristeza para fora daqui

Eu mudei o mundo e meus sonhos
Movi minhas pernas abri meus olhos
Derrubei os muros que me envolviam
E me envolvi em você como em cobertor

Sou aquele em pé na sua porta
Cantando poesia morta em sua janela
Gritando com o pouco que me resta de pulmão
E o coração seguro, bate pra você cada canção

Sou a sombra que se esconde as suas costas
A luz que cega seus olhos
O papel guardado na sua gaveta
A foto escondida na sua carteira
Você mal sabe quem sou
E eu só sei ser pra você

1 de nov. de 2009

montes de Palavras Desconexas


Aos Velhos Círculos
Alexandre Ferreira (AlxSeth)

As letras escorrem em montes,
Montes de palavras desconexas,
Desconexas são também as horas,
Horas que se arrastam todos os dias,
Dias que teimam em não terminar,
Terminar o que a vida começou,
Começou com um abraço,
Abraço que abriu portas,
Portas antes trancadas,
Trancadas pelo medo,
Medo que mata,
Mata a vontade de viver,
Viver não serve pra ninguém,
Ninguém mais sabe sobre amor,
Amor destroçado por lágrimas,
Lágrimas que escorrem feito rio,
Rio de mágoas,
Mágoas em rio...

31 de out. de 2009

E Você anda Apenas Pelas Calçadas


Para Mudar
Alexandre Ferreira (AlxSeth)

Lá se vai a chuva dando lugar ao sol
A água reflete seu rosto sujo de lágrimas
O céu tenta se apresentar belo a você
Mas apenas o chão chama seus olhos

Aqui está o caminho das flores
E você anda apenas pelas calçadas
As flores tentam encontrar seus olhos
Mas você só vê a pedra que seu pé chuta

Já se foram os tempos obscuros
Em que viver era uma missão
Agora a luz busca um lugar em seus olhos
Mas você insiste em ficar com eles fechados

Assim passarão os dias de vida
Eternas histórias de sorte
Assim pode acontecer
Para mudar... Assim será?

30 de out. de 2009

assombram o Futuro Que Pode Não Vir


Tudo Morre
Alexandre Ferreira (AlxSeth)

Foco os olhos nos velhos retratos
Queimam de paixão as sombras
Assombram o futuro que pode não vir

E o que seremos quando o sol se pôr?
E o que faremos quando tudo se for?
O sangue seca nas veias e mata de sede
O pulmão sem ar, os ossos sem força

O vento sopra sinfonias de terror
Porta-voz da destruição
Desnutrição da bela causa
Destruição da falha causa

Aqui e agora morrem jovens
As esperanças e anseios
Os olhos se fecham e mudam o foco
Fogo...

22 de set. de 2009

É um dia Negro como Sangue


D. N.
Alexandre Ferreira (AlxSeth)

Esqueceram fechados meus olhos
Aberta minha boca
Que vomita palavras destruidoras
Esqueceram meu corpo moribundo
Esqueceram as dores que não se apaga

A mente alerta segue quieta
Ando por caminhos escuros
Segurando com força o fogo
Que queimou a beleza das minhas mãos
É um dia negro...

As sombras na parede tentam me abraçar
Alcançar meu corpo, tirar o sorriso tatuado em mim
É um dia negro como o sangue
Esse sangue deixado pelo caminho

É um dia negro
São chuvas que doem
São abraços partidos
São Beijos sem cor
É um dia negro...