
É tanta decepção que eu mal consigo escrever, essa é a última parte da série, o último texto dedicado a mais uma pessoa que provou não valer a pena, os últimos versos jogados pra quem não merece e nunca vai merecer um outro perdão.
O sorriso me ergueu a cara de tal modo que até minha familia comentou, meus amigos gritaram... "Quando você estiver mal, olhe a sua aliança e fique feliz de novo..."
O quanto vale um anel no seu dedo? Pelo visto não vale sua sinceridade, seu amor... Talvez não valha nada.
Não sei se te desejo mal ou bem... Talvez te deseje o nada, o vazio dos dias solitários, das culpas eternas que nos abrem feridas cada vez que decidimos lembra-las, te desejo aquela velha cadeira de balanço que te leva pra trás e pra frente nas suas memórias e que te lembra o vazio daquele futuro que você mesma destruiu.
E o que ganhei com aquelas poesias dedicadas a você, foi a sua traição, o seu desprezo... Você conseguiu me ensinar que viver de sonhos é coisa de criança, que os adultos precisam viver de realidade e que ela é totalmente diferente daquilo escrito em poesia.
Eu fui seu poeta, te entreguei tudo aquilo que havia de mais puro no meu sangue, eu te chamei de deusa, eu te pedi em casamento e te prometi sinceridade e sinceridade respirei a cada palavra que dizia a você.
Não me arrependo de ter passado por tudo o que passei, me arrependo de ter deixado o amor me fechar os olhos em cada perdão que eu dava a você. As pessoas são imutáveis, as pessoas são a mesma coisa.
Você diz estar cavando a sua própria cova, espero que suas mentiras te enterrem muito bem.
Longa vida, longa culpa...




